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GUIA PRÁTICO DE APICULTURA - MANEJO DA COLMÉIA

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  • Formato: Em DVD
    • Por R$108,00
    • GUIA  PRÁTICO  DE  APICULTURA  -  MANEJO  DA  COLMÉIA
    Sinopse: Depois de instalar seu apiário, você precisa saber como fazer o manejo da colméia de Apis mellifera. Pois existem segredos sem os quais, certamente a produção de mel não seria a desejada,e estes segredos estão disponíveis no conteúdo deste vídeo-curso "Guia Prático de Apicultura - Manejo da Colméia".   Como resultado final do manejo você aprenderá como colher o mel, o própolis, o pólen e a cera. Tudo mostrado na prática, sem mistérios,  como lidar com a colméia!

    Conteúdo:
    -A abelha
    -Enxameação
    -Multiplicação artificial de famílias
    -União de famílias fracas
    -Revisão de colméias
    -Pilhagem
    -Alimentação artificial
    -A importância do manejo do ninho
    -A polinização
    -Colheita do mel
    -Colheita de própolis
    -Colheita de pólen 
    -Substituição de rainhas. 

    Duração Aproximada: 73 Min

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    Raças de Abelhas Apis mellifera - Por Emprapa Meio Norte em 08/07/2011


    Raças de Abelhas Apis mellifera


    O habitat das abelhas Apis mellifera é bastante diversificado e inclui savana, florestas tropicais, deserto, regiões litoraneas e montanhosas. Essa grande variedade de clima e vegetação acabou originando diversas subespécies ou raças de abelhas, com diferentes características e adaptadas às diversas condições ambientais.


    A diferenciação dessas raças não é um processo fácil, sendo realizado somente por pessoas especializadas, que podem usar medidas morfológicas ou análise de DNA.
    A seguir, apresentam-se algumas características das raças de abelhas introduzidas no Brasil.


     
    Apis mellifera mellifera (abelha real, alemã, comum ou negra)


    Originárias do Norte da Europa e Centro-oeste da Russia, provavelmente estendendo-se até a Península Ibérica.
    Abelhas grandes e escuras com poucas listras amarelas.
    Possuem língua curta (5,7 a 6,4 mm), o que dificulta o trabalho em flores profundas.
    Nervosas e irritadas, tornam-se agressivas com facilidade caso o manejo seja inadequado.
    Produtivas e prolíferas, adaptam-se com facilidade a diferentes ambientes.
    Propolisam com abundância, principalmente em regiões úmidas.


     


    Apis mellifera ligustica  (abelha italiana)


    Originárias da Itália.
    Essas abelhas têm coloração amarela intensa; produtivas e muito mansas, são as abelhas mais populares entre apicultores de todo o mundo.
    Apesar de serem menores que as A. m. mellifera, têm a língua mais comprida (6,3 a 6,6 mm).
    Possuem sentido de orientação fraco, por isso, entram nas colmeias erradas freqüentemente.
    Constroem favos rapidamente e são mais propensas ao saque do que abelhas de outras raças européias.


     


    Apis mellifera caucasica


    Originárias do Vale do Cáucaso, na Rússia.
    Possuem coloração cinza-escura, com um aspecto azulado, pêlos curtos e língua comprida (pode chegar a 7 mm).
    Considerada a raça mais mansa e bastante produtiva.
    Enxameiam com facilidade e usam muita própolis.
    Sensíveis à Nosema apis.


     


    Apis mellifera carnica (abelha carnica)


    Originárias do Sudeste dos Alpes da Áustria, Nordeste da Iugoslávia e Vale do Danúbio.
    Assemelham-se muito com a abelha negra, tendo o abdome cinza ou marrom.
    Pouco propolisadoras, mansas, tolerantes a doenças e bastante produtivas.
    Coletam "honeydew" em abundância.
    São facilmente adaptadas a diferentes climas e possuem uma tendência maior a enxamearem.


     


    Apis mellifera scutellata (abelha africana)


    Originárias do Leste da África, são mais produtivas e muito mais agressivas.
    São menores e constroem alvéolos de operárias menores que as abelhas européias. Sendo assim, suas operárias possuem um ciclo de desenvolvimento precoce (18,5 a 19 dias) em relação às européias (21 dias), o que lhe confere vantagem na produção e na tolerância ao ácaro do gênero Varroa.
    Possuem visão mais aguçada, resposta mais rápida e eficaz ao feromônio de alarme. Os ataques são, geralmente, em massa, persistentes e sucessivos, podendo estimular a agressividade de operárias de colmeias vizinhas.
    Ao contrário das européias que armazenam muito alimento, elas convertem o alimento rapidamente em cria, aumentando a população e liberando vários enxames reprodutivos.
    Migram facilmente se a competição for alta ou se as condições ambientais não forem favoráveis.
    Essas características têm uma variabilidade genética muito grande e são influenciadas por fatores ambientais internos e externos.


     


    Abelha africanizada


    A abelha, no Brasil, é um híbrido das abelhas européias (Apis mellifera mellifera, Apis mellifera ligustica, Apis mellifera caucasica e Apis mellifera carnica) com a abelha africana  Apis mellifera scutellata.
    A variabilidade genética dessas abelhas é muito grande, havendo uma predominância das características das abelhas européias no Sul do País, enquanto ao Norte predominam as características das abelhas africanas.
    A abelha africanizada possui um comportamento muito semelhante ao da Apis mellifera scutellata, em razão da maior adaptabilidade dessa raça às condições climáticas do País. Muito agressivas, porém, menos que as africanas, a abelha do Brasil tem grande facilidade de enxamear, alta produtividade, tolerância a doenças e adapta-se a climas mais frios, continuando o trabalho em temperaturas baixas, enquanto as européias se recolhem nessas épocas.


    Autores:


    Fábia de Mello Pereira
    Eng. Agrônoma, Mestre em Genética e Melhoramento Animal, Embrapa Meio-Norte.


    Maria Teresa do Rêgo Lopes
    Eng. Agrônoma, Doutora em Entomologia, Embrapa Meio-Norte.


    Ricardo Costa Rodrigues de Camargo
    Biólogo, Doutor em Produção Animal, Embrapa Meio-Norte.


    Sérgio Luís de Oliveira Vilela
    Eng. Agrônomo, Doutor em Ciências Sociais, Embrapa Meio-Norte.




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